casa velhaTivemos a sorte de morar em uma casa quando as meninas eram pequenitas. Era uma casa velha, mas grande e tinha quintal. Fizemos esta opção para que pudéssemos manter o escritório e a residência no mesmo local.

Foram anos muito gostosos. Tinha árvore para subir, tinha rampa para descer no triciclo e quase matar a mãe do coração, tinha plástico para colocar no chão e encher de água e sabão para escorregar. Com todas as crianças da vizinhança.

Ao lado da lavanderia tinha um quartinho que ficou sendo dos brinquedos. Ali elas faziam as “misturas”, as dissecações, as experiências.

Apareciam muitos animais por lá (ficava perto de um parque). Então, além dos cachorros (claro), surgiam gambazinhos, sapos, sapinhos, sapões, ratos, passarinhos que caíam dos ninhos e nós tentávamos salvar.

No verão enchíamos uma piscininha que servia de diversão por vários dias. Até que o cachorro comesse. Daí a gente comprava outra, enchia e repetia o ciclo.

E as meninas entravam e saíam desta piscina o dia todo. Entravam correndo pela porta da cozinha, molhavam todo o chão, trocavam de roupa, deixavam os maiôs molhados no banheiro. Colocavam roupa limpa. Voltavam para fora, rolavam com o cachorro, sujavam tudo de terra. A, mais ou menos, cada 3 horas repetiam este ritual.

Eu nunca reclamei. Juntava tudo, lavava as roupas. Achava que era uma época da qual elas iriam se lembrar para sempre.

Daí, um dia eu escuto da minha filha a seguinte frase, para um amiguinho:

– Nossa, cuidado! Assim você vai sujar sua blusa e sua mãe vai te matar!

Mas, credo, né? Dá para entender essa criançada?

 

Category
Tags

No responses yet

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.