Não têm uma carinha de santas?

Não têm umas carinhas de santas?

As experiências não são universais. O que eu fiz para educar meu filho talvez não funcione para outras mães. Mas não custa compartilhar as ideias. Você pode adaptar, modificar. Vai que serve para você!

São 2 situações diferentes que quero compartilhar aqui:

A primeira: as meninas andavam gritando muito. Gritavam demais, o tempo todo. Durante as brincadeiras, entravam em casa gritando. Estava além da conta. E eu já não aguentava mais repetir: “não grite”, “não grite, filha”, “fale mais baixo”. Tudo bem que o aprendizado se dá por repetição. Mas… estava demais. O que fazer?

Era um vício que elas tinham adquirido. Não dava para dizer que era por maldade que gritavam, não era birra. Gritavam de alegria, mesmo.

Então eu fui a uma distribuidora de doces e comprei um pacote grande de bala de goma, dividi em 3 potes, e deixei um quarto pote vazio. Estes potes ficavam no alto, em cima de um armário, e cada um tinha o nome de uma menina. A cada grito, uma bala saía do potinho e ia para o quarto pote.

O jogo durou alguns dias e deu resultado! Reduzimos consideravelmente a quantidade de gritos!

Eu sei… doce, né? Na verdade elas comeram bem pouco e ao longo de muitos dias.  Mas você pode trocar por figurinhas, brinquedinhos, qualquer coisa que seja de interesse.

A outra: eu trabalhava em outra cidade, então saía cedo e só voltava à noite. Isto aconteceu logo depois de minha separação. Era início de carreira solo, sempre um pouco estressante e o fato de deixar as crianças sozinhas não ajudava muito.

Eu tinha uma auxiliar, a Néia, que atendia tudo para mim. Um dia eu liguei no horário do almoço e, sem querer, ela não desligou o telefone. Então eu pude ouvir uma gritaria louca para chamar as crianças para almoçar. As meninas não vinham e virou um horror aquilo. Como resolver? A uma distância de 50km?

Naquela noite eu fiz um tabuleiro bem grande de pendurar na parede. Tinha uma relação das tarefas a serem executadas no dia e bandeirinhas, uma cor para cada menina. O jogo funcionava assim: cada tarefa não cumprida, a bandeirinha caminhava, ou seja, ganhava um ponto. Uma pontuação baixa garantia um prêmio.

Expliquei direitinho as regras para as meninas e, no dia seguinte, liguei para a Néia e dei a instrução de não gritar, não brigar, não criar caso. As tarefas estava lá. Quem desobedecesse, criasse caso, não cumprisse, ela deveria mover a bandeirinha.

Funcionou. É mais fácil quando as pessoas sabem exatamente o que fazer. E eu podia monitorar o que acontecia durante a semana. Conhecendo o eleitorado, imagino que elas tenham negociado um monte de pulos das bandeirinhas com a Néia. Mas quem disse que aprender a negociar não é importante?

Marina

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2 Responses

  1. Adorei as duas formas, eu trocaria os doces, mas como você disse cada um funciona de uma forma. E aqui também temos o quadro, mas de carinhas. E no final da semana não há premiação, porque bom comportamento é obrigação (bruxa eu, né?) mas tem funcionado e é isso que importa. Espero que funcione até os 15 anos! haha

    • Haha! Não devemos ter medo de ser bruxinhas! Pelo que tenho visto por aí, ser bruxa ainda é melhor do que ser muito boazinha, viu? Sinceramente acredito que os filhos precisam saber que tem alguém no comando e que pode dar conta de garantir a barra para eles!
      Se eu pudesse começar de novo, seria beeeem mais rigorosa (sorte delas que não dá, né? hahahaha)
      Obrigada pelo comentário e boa sorte!

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