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Ela é quem se enfurece diante da injustiça. Ela e a que gira como uma roda enorme. É a criadora dos ciclos. É à procura dela que saímos de casa. É à procura dela que voltamos para casa.
Clarissa Pinkola Estes

Li certa vez sobre a importância dos ciclos em nossas vidas. Já percebeu o quanto nossa forma de vida atual nos afasta deles? A tecnologia nos permite dias iguais o ano todo. Nosso sono e despertar são regulados pelo relógio. Da mesma forma a fome. Há locais em que as pessoas trabalham o dia todo, mas não podem observar o correr do dia. Até nosso ciclo hormonal a gente vem maquiando. E estamos sempre querendo “dar uma enganadinha” no ciclo da vida.

Este artigo que li sugeria que a proximidade com animais ou plantas seria uma forma de minimizar esta desconexão com os ciclos naturais. Talvez seja mesmo, e talvez até por isso estamos nos apegando mais e mais aos animais.

Já prestou atenção às energias de cada estação? Perceba como já estamos expostos às energias da primavera. A primavera começa em setembro, diz nosso calendário. Porém dia 20 de setembro é a data do equinócio, é o ponto máximo. É o dia em que a terra estará perfeitamente alinhada para que o dia no hemisfério sul seja exatamente igual ao dia no hemisfério norte (22/09 às 20h44 neste ano). Daí a Terra começa a se aproximar do sol e começamos a compartilhar das energias do verão.

Então, o que sentimos agora é o desejo de renovar, típico da primavera. E, quem sabe, podemos nos permitir vivenciar este sentimento, entender nossa emoção. Podemos viver com mais intensidade e aproveitar esta sensação deliciosa de acreditar que tudo renasce, refloresce. Entender nosso desejo de abrir as janelas, lavar a alma e ver o sol.

Sentir as energias dos ciclos pode nos fazer mais felizes. Mais integrados com  a nossa essência, que enfim é apenas uma pequena parte desta inexplicável enormidade que nos envolve.

Marina

 

 

 

 

 

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2 Responses

  1. Oi, Marina,
    se entregar ao ciclo é vivenciar com perfeição nossa natureza feminina. Em certos momentos, respeitar o silêncio; nos momentos seguintes, aproveitar o fluxo criativo. Muito bom!
    Beijos,
    Marusia

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