Carla slingando as filhas na Caminhada internacional pelo uso de slings. Setembro de 2010

Carla slingando as filhas na Caminhada Internacional pelo uso de Slings. Setembro de 2010

 

A Marina já me apresentou em outro post aqui no blog, certo? Agora é minha vez!

Como a Marina já falou anteriormente, tenho 3 filhas (fantásticas, hehe). Cada uma delas me trouxe aprendizados diferentes e novos olhares para o mundo. Mas a primeira filha é  sempre aquela que abre um portal que nos lança diretamente a esse mundo louco que é a maternidade real, onde os sininhos não tocam 24 x 7.

E como boa aquariana, eu não me contentei a seguir um padrão. Em fazer tudo igual. Recebi muitas críticas porque queria fazer tudo diferente, afinal, eu e todos os meus primos tínhamos sido criados de tal forma e estávamos ali, todos vivos, haha.

E muita gente ainda tirava um sarrinho: “Nossa, então você acha que tem que estudar pra ser mãe? Nunca vi disso!”.

Mas o fato é que sim, li muito, pesquisei muito e, claro, segui minha intuição para criar minhas filhas do jeito que achei que poderia ser melhor pra elas.

Muitos erros, muitos acertos, mas juro que continuo estudando muito e procurando fazer sempre o melhor. E não me arrependo de muita coisa, pois tudo o que vale pra mim é a relação e o vínculo forte que tenho com elas, que hoje estão com 12, 9 e 7 anos. É  uma relação de confiança e parceria. Todas sabemos que estamos juntas no mesmo barco e que, ainda assim, somos indivíduos e devemos respeitar as diferenças umas das outras.

Voltando lá no começo dessa história, quando a Luisa nasceu, foram muitas surpresas. Dificuldades para amamentar, bebê que não dormia – nem de dia, nem de noite – muito choro, dias sem hora pra comer, tomar banho ou ir ao banheiro. Às vezes, quando me dava conta, já era noite de novo e eu ainda estava de pijama (tiro meu chapéu pras mães que conseguem fazer diferente disso). E a descoberta do termo bebê High need.

E a descoberta de um mundo de “técnicas” e estratégias pra fazer disso tudo, um momento melhor, pra mim e pra ela.

Como sempre digo, não existe um fator determinante, mas existem vários fatores que podem melhorar, cada um um pouquinho, ou um montão, a qualidade da vida e do relacionamento entre mãe e filhos.

Então segui firme na amamentação exclusiva, me decidi pela cama compartilhada e as “grandes descobertas” da minha vida como mãe: Sling e Shantala.

A Shantala, ai que coisa boa! Minutos dedicados somente a nós duas, que resultavam em mais tranquilidade, melhor qualidade de sono e mais harmonia na nossa relação.

E o sling, aquele paninho que vi em um anuncio minúsculo em uma revista infantil… que coisa maravilhosa! Finalmente minha filha calma e eu com as mãos livres pra poder fazer outras coisas na vida. Que coisa boa morar em São Paulo, né? A moça que fabricava os slings era de lá. E perto da minha casa. Fomos buscar esse artefato tão mágico que transformou nossa vida. Há 12 anos.

Foi aí que comecei a estudar sobre attachment parenting, Babywearing, pesquisar e me aprimorar. Conhecer os tantos tipos de carregadores de bebê que existem pelo mundo e perceber como nós, brasileiras, estávamos perdendo por não ter essa prática incluída na nossa maternagem.

Estudei modelos, acabamentos, tecidos, dobras, argolas, costuras, amarrações…

E nesse período foram listas de mães, amamentação, parto… conheci tanta gente incrível e aprendi tanta coisa maravilhosa.

Participei da criação da Matrice, um grupo lindo de amamentação que segue cada dia mais forte, apoiando mães a seguirem com a amamentação.

Participei de grupos de parto, lá e cá, me aprofundando nessa questão e também ajudando outras mães a terem boas experências com o nascimento de seus filhos.

Quando voltei pra Curitiba, não tive dúvidas. PRECISAVA compartilhar com as mães daqui, tudo de bom que recebi em São Paulo.

Então, há 8 anos, quase 9, comecei a produzir slings comercialmente. Montei uma empresa linda e cheia de amor, com a intenção de difundir a prática sempre com a melhor qualidade e preocupação com a segurança dos bebês e o uso correto do acessório.

Alguns anos se passaram e surgiram muitas pessoas fabricando carregadores de bebê. Muitas pessoas sérias, fazendo trabalho sério. E muitas pessoas irresponsáveis, que só queriam se dar bem, como em qualquer mercado, o que nos trouxe alguma preocupação com a questão da segurança.

Tenho visto que muita gente tem falado de muitas regrinhas para os slings e minha principal mensagem com relação a isso, hoje, é: Babywearing é uma prática simples, que deve facilitar a nossa vida. Cuide com as posições e a segurança. Costuras e argolas são importantes. O tecido deve dar sustentação para a coluna do bebê. Não devem existir pontos de pressão no corpo da mãe e do bebê. De resto, o que tenho visto são complicações para criar reservas de mercado e favorecer um ou outro produtor e um ou outro tipo de carregador.

Fiquei um tempo fora desse mundo, por vários motivos pessoais e surreais. E agora, com a Marré Deci, estou de volta pra continuar um trabalho sério e divertido (será que dá?) com os carregadores de pano. Sigamos juntos, fazendo sempre o melhor para nossos filhos e para o mundo. <3

asscarla

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