Retomar o caminho além dos filhos

Há algumas semanas li este post sobre o período em que a gente se reencontra depois e além dos filhos.

Lembrei de mim mesma, em um flashback! Depois de ter 3 filhas, fiquei por um bom tempo longe de mim.

Na ordem de prioridades vinham as crianças, o trabalho, as obrigações e… acabou o dia. As crianças têm uma capacidade infinita de preencher nossos dias. Os filhos têm esta capacidade. Por vezes nos perdemos neste turbilhão. Por prazer de estar junto e brincar, por medo de impor limites mais rígidos e até porque o tempo com eles, em certas épocas, é curto mesmo!

Eu sempre gostei muito de MPB. Ouvia muita música, principalmente nacional. Colecionava discos. Vinil, lembra? Tentava, e com muita fé, tocar um violãozinho. Lia muito, de tudo.

Aconteceu que o vinil foi substituído pelo CD, o violão ficou no canto, ler um livro levava uma eternidade. Já não sabia mais quais discos tinham sido lançados, quem eram os cantores e quais as músicas de sucesso. Para ser bem sincera, nem tinha a noção exata de que eu não sabia nada daquilo. Eu estava no meio do turbilhão.

Lentamente os sinais começaram a surgir. Um comentário de uma amiga: “sinto como se houvesse um  hiato na minha vida”… sim! Eu também sentia este hiato. Me vi perdida de mim.

Um dia, uma aluna querida gravou para mim um CD. Este momento mudou minha vida. Um CD gravado! Pode?

Pode! Era o disco Cê, do Caetano Veloso. Hoje lembro de colocar o CD no tocador, ouvir e pensei: “nossa… como EU gosto disto”. E ali estava EU novamente. Pronta para recomeçar.

 

 

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