Ontem assisti a um vídeo sobre o estresse. Veja a informação: sob estresse  a glândula ptuitária libera ocitocina. O coração tem receptores para a ocitocina que serve como “reparador” para possíveis danos que o estresse possa causar no sistema cardiovascular. Porém, a ocitocina também é o hormônio que coordena o fortalecimento das relações sociais, aumenta nossa capacidade de empatia, fortalece nossos vínculos afetivos e, com a descarga do hormônio, em situações de estresse nos tornamos mais sociais. Tanto no sentido de compartilhar nossos problemas, buscar apoio e compreensão, como no sentido de apoiar as pessoas que são próximas. Já sentiu aquela vontade de contar para todo mundo uma coisa ruim que aconteceu com você? Precisou desesperadamente de um abraço? Já sofreu o impulso de socorrer alguém em perigo? Alguém que você talvez nunca tenha visto antes? E a sensação gostosa que inundou você depois disto? Lembra? Tudo isso nem é você, sinto muito. É a ocitocina!

Ainda no vídeo, dados sobre um estudo conduzido nos Estados Unidos sobre os efeitos do estresse na morte precoce. Comparando pessoas que sofreram níveis elevados de estresse e que mantiveram atividades sociais, ajudando pessoas próximas, ou da comunidade, o que se observou foi ZERO porcento de aumento no número de mortes, contra 30% na população muito estressada, mas que não manteve nenhum tipo de interação social. Ou seja, quem deu oportunidade à ação da ocitocina não sofreu os danos do estresse.

Interessante? Eu achei.

Esta semana estive trabalhando com a @gabrieladandrea na produção dos slings. Eu simplesmente adoro o conceito dos slings, exatamente pela proximidade física que proporcionam. Não tive a oportunidade de usar, mas espero que possa ainda acontecer. Quem sabe com os netos! Ainda assim, mesmo sem conhecer, na época, as propriedades da ocitocina, eu sempre mantive muito contato físico com meus bebês. Só porque eu gosto. Já na maternidade chamavam meus bebês de macaquinhas, porque eu vivia com elas penduradas. Cansei de dormir com elas deitadas sobre mim. Até bem maiores, quando estavam gripadas, com narizinho trancado, eu dormi muitas e muitas vezes quase sentada, apoiando o bebê mais levantadinho para facilitar um pouco a respiração.

Por conta dos slings da Marré deci,  Gabriela mandou para mim um estudo de uma médica americana, Maria Blois, relatando os benefícios de manter os bebês próximos, em contato com a mãe. O estudo avaliou bebês nascidos prematuramente E bebês nascidos a termo. O resultado: mais contato físico com a mãe ou o pai proporcionaram melhor capacidade de organização e modulação do sistema motor, melhora na capacidade de adaptação da temperatura e efeito analgésico. Isso em relação a bebês nascidos normalmente, os benefícios para os prematuros são maiores. E este estudo está avaliando o contato físico. Coisas assim simples, tipo abraçar.

Fico pensando no quanto teimamos em nos distanciar da natureza das coisas e de nós mesmos. O quanto insistimos em botar distância. O melhor é ficar perto. O quanto ignoramos os sinais do nosso corpo, as descargas hormonais. Insistimos em ser durões, em julgar o outro, em rotular de fraco. Seja o outro nosso filho, nosso vizinho, nosso amigo. O melhor é ajudar, agradar, manter contato. E aqui a melhor notícia: é melhor para nós mesmos. Faz, literalmente, bem ao coração!

Agora sim, depois desta introdução tão longa, o assunto deste post! É um caloroso agradecimento. Um abraço longo e extremamente apertado para todas que participaram do nosso projeto “Amamento porquê”. Foi a minha melhor descarga de ocitocina dos últimos tempos!

Obrigada às mães que mandaram as fotos. Por terem participado, por pensarem como pensam, por terem o trabalho de amamentar seus filhos. Obrigada, sim, pois o mundo será melhor por causa de seus filhos, porque eles serão melhores, uma vez que foram cuidados, amados, segurados.

Obrigada às minhas parceiras que compartilharam, trabalharam, pensaram, gastaram as pontas dos dedos nas nossas conversas longas sobre como viabilizar, melhorar, realizar o vídeo. Foram horas maravilhosas!

E, aqui está ele, mais uma vez! A SMAM já acabou mas deixa a ocitocina rolar!

 

Marina

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