Homenagem da marré deci às mães do mundo real


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Toda a cria acha que a mãe sabe. Sabe onde está a meia, sabe o que fazer para resolver os problemas, sabe como curar dor de garganta e dor de amor. Nenhuma cria admite. Não… a cria diz que sabe o que faz, que tem condições de administrar. Desde bem pequena. Dá seus passos, ousa, experimenta limites. Claro, assim é que aprende,  que anda, fala, corre e daí por diante. Mas na hora do aperto, sempre tem para onde correr. Sempre quer o colo da mãe.

Mas as mães são gente. Tem dúvidas, inseguranças, medos. Ajuda, companheirismo, apoio são extremamente bem-vindos. Mãe não sabe tudo, e o que sabe ela aprendeu. Fazendo, tentando, errando, ela também ampliando seus limites. Coisa que qualquer um pode fazer, desde que se comprometa e se disponha a fazer. Não é que a mãe seja uma criatura mágica a quem foi delegado um poder especial. Também os companheiros podem desenvolver estas habilidades, também as crias podem desenvolver estas habilidades.

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Toda a cria dispõe dos favores da mãe. Acha que ela está contente da vida por lhe prestar serviços. Fazer comida, lavar a roupa, levar para lá e para cá. A cria crê na própria autonomia e independência mas, na precisão, acredita piamente que a mãe sente-se feliz e realizada ao estar ao seu lado, servindo.

Beeem, não é bem assim e deve ficar claro para todos que não é. Mãe gosta de lazer, de ficar sem fazer nada. Tem este direito, aliás, em um ambiente em que todos tenham. E porque não teria? Há obrigações que são intransferíveis, o restante a mãe faz por amor à cria. Companheiros e crias precisam ser gratos, pois estes  são favores e carecem de retribuição.

 

Homenagem da marré deci às mães do mundo real

 

As crias estão extremamente acostumadas a receber. A sentar na mesa e comer. Abrir a geladeira e retirar. Aquelas coisas todas magicamente surgem ali. O sabor do biscoito é aquele que a cria mais gosta. Que maravilha. É só sentar que a comida vem. E nunca acaba. A melhor escola, as aulas especiais.

Mãe gosta de dar, fica feliz com a felicidade das crias, sente-se realizada na realização dos filhos. Não há dúvida. Mas não é dela a responsabilidade pelo sucesso das crias e do companheiro. Cada um tem sua própria parte nisto. Gastar tudo o que se tem não vai garantir que a cria tenha sucesso e um momento vai chegar em que não há mais como comprar. A cria terá que conquistar seu trabalho, seus clientes. É proveitoso aprender desde cedo.

 

Não vale a pena se cobrar demais. Não é justo e não é saudável. A mãe não tem que fazer tudo. Neste dia das mães queremos pedir: não superestime, mãe é gente! Precisa de apoio, companheirismo e amor. Elas não têm 8 braços. Elas não conseguem fazer muitas tarefas ao mesmo tempo. Elas têm exatamente o potencial que você tem. Se você é bebê, tudo bem. Mas se você já cresceu, tome seu lugar na família e contribua. Mãe não é super.

Marina

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