Se nada mais dá certo, vai na mamadeira, mesmo!

Se nada mais dá certo, vai na mamadeira, mesmo!

Eu achava o máximo amamentar. Quando eu tive a minha filha mais velha estava começando a fase de valorização do aleitamento materno. A ideia de aleitamento exclusivo até os 6 meses era nova e gerava a clássica pergunta: “mas não vai dar nenhuma aguinha?”

Eu nunca me liguei muito em esterilizar, cobrir, agasalhar. Nunca usei uma touca em minhas filhas, nunca protegi ouvido, nunca esterilizei nada (não vou dizer nunca… talvez a chupeta no primeiro mês).  Então amamentar era ótimo, prático, perfeito. Não precisava esterilizar!

Então a mais velha mamou. Não foi fácil no começo, levou tempo para estarmos ajustadas, mas depois que engrenou foi tranquilo até 01 ano e meio. Um dia, estava no trabalho e quando vejo minha blusa estava suja de leite. Neste dia cheguei em casa e falei para a bebê: “agora vamos passar para outra etapa. Chega deste mamá, ok?” E ela disse ok. E nunca mais pediu para mamar.

Anos mais tarde nasceu a segunda. Nasceu bem, cabeluda, forte. Mas era quietinha. Nunca chorava. Dormia, dormia. Eu considerei que no segundo filho a gente não está tão ansiosa e o bebê fica mais calmo. Só que o bebê estava muito calmo. Eu acordava ela para mamar e ela não mamava. Começou a emagrecer. Continuou a emagrecer. Pediatra. Exame. Radiografias. Exames de sangue. Não havia diagnóstico. Eu não sabia mais o que fazer. Passamos a dar complemento no copinho, mas ela não tomava. Levei para benzer. Levei para energizar. Neste dia ela voltou e tomou 30ml na mamadeira. E isto foi motivo  para comemoração.

Sem dúvida alguma que continuamos com a mamadeira. Ela mamava um pouco no peito, mas era muito pouco. Mas começou a ganhar peso com o complemento e teve um desenvolvimento normal. Sempre magrinha, mas saudável.

E veio a terceira. Nasceu com 4kg e 200. Criada, já. Bebezão. E foi parto normal, viu? De cócoras e super, super tranquilo. Sem anestesia. Mas começou a perder peso, também. Eu resistia. Visitamos sei lá quantos pediatras. Cada vez que mandava abandonar o aleitamento materno e passar para a mamadeira eu procurava outro. Meu ex-marido apoiando.  Até que nos indicaram um pediatra especialista em aleitamento materno, um senhor de mais idade, do Hospital de Clínicas da UFPR. Ele nos orientou e acompanhou por algumas semanas, mas a bebê continuava perdendo peso. Então ele nos disse que passássemos a complementar. Tivemos que desistir.

Para mim foi triste, na época, que eu não conseguisse. Eu não entendia porque a primeira tinha ido tão bem e depois eu tinha falhado. E tinha medo que as meninas ficassem mais fracas e menos imunizadas. O tempo passou. As três são super fortes. A mais nova nunca usou antibiótico. As outras duas usaram 1 vez. Não tem diferença nenhuma entre elas.

Eu não me arrependo de ter tentado ao máximo, porque tenho certeza de que não amamentei porque foi impossível. Mas, se não dá, não dá. Acredito que o melhor é ser positiva. Faz menos mal se a gente encarar a situação de frente. Nenhum resultado virá da depressão e da tristeza. A gente tenta, faz o melhor que a gente pode no momento e na situação. Se não tem resultado, paciência. Se não mama no peito, que mame na mamadeira.

Marina

 

 

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