Crianças Brincando

Crianças Brincando

Escrevo este post porque eu fico muito, muito feliz quando encontro mais e mais pessoas lindas como vocês que entendem e compartilham desta motivação de construir um mundo mais igualitário e uma sociedade mais justa e tolerante. Desde sempre temos perseguido este objetivo, e vocês me fazer realmente achar que vale a pena. Quando colocamos um desenho, uma foto, quando apresentamos nossos produtos sem gênero e vocês aplaudem, aceitam, elogiam, concordam, acreditem: tem um impacto muito grande em nós. Isto é que nos dá o gás! Quando vocês curtem, comentam e compartilham esta imagem da Mãe Solo que colocamos na nossa página. Isto nos dá o gás!

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Quando iniciamos a loja há alguns anos, nosso conceito foi tratar a roupa de bebê sem gênero. Entendemos que a criança, bebês principalmente, não precisam ser classificados e rotulados. Acreditamos que crescer livremente permite à criança liberdade nas escolhas, na busca do conhecimento e no desenvolvimento pleno de suas potencialidades. (Nós, por aí)

Exemplifiquemos: uma menina pode ser muito boa em cálculos, mas a crença de que meninas não o são, podem levá-la a não se dedicar o quanto ela própria gostaria ao estudo da matemática. Isto levaria ao reforço do rótulo inicial, uma vez que só alcançaremos excelência naquilo que praticarmos e para o que formos estimulados e se nos derem crédito. Vamos dizer o mesmo para um menino que desejasse, ou tivesse um talento enorme, para ser bailarino. Seria justo?

Tenho que ser sincera, no entanto, e admitir que estas ideias não chegaram a mim por mim mesma. Foram minhas filhas que me ensinaram. Foi o convívio com elas que abriu estas janelas em minha mente. Foram as reações delas aos comentários que me motivaram a ser mais crítica com relação ao preconceito.

A mais velha tinha um gosto peculiar por porcarias. Vivia fazendo umas misturas de terra, grama e o que mais aparecesse pelo caminho. Uma vez foi a um sítio com um amiguinho da escola. No retorno, a mãe do amigo comenta comigo: “fiquei preocupada de levar uma menina para o sítio, achei que seria diferente, mas no fim, quando eu vi, estavam brincando com barro e a sua filha apertava  o barro na mão e dizia: olha, parece cocô”. Sim, minha filha é uma lady, que modela cocô na argila. E daí?

A do meio subia em árvore, dava mortais na cama elástica, subia até em parede. Para desespero de observadores menos liberais, que achavam que eu era, no mínimo, irresponsável. Ora, os meninos vivem pulando, subindo, caindo. Isto é infância. Crianças têm este direito. Direito de subir, descer, cair, ficar sujas.

A mais nova tinha uma aversão à cor rosa. Imaginem fazer compras. Praticamente impossível. Tudo era “de menino”. E ela adorava carrinhos de controle remoto (aliás, tínhamos caixas de carrinhos em casa, que passaram de uma para outra), mas TO-DAS as vezes que íamos comprar os tais carrinhos as moças já nos alertavam: “esta prateleira é para meninos”! E todas as vezes eu observava que a pequena ficava incomodada com a observação.

E pra quê? Que bom, que bom que eu pude encontrar tantas de vocês que conseguem ter a vista do meu ponto. Obrigada <3

Marina

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