No dia 26 de julho é comemorado o Dia dos Avós. Esses seres, aos olhos das crias, são mágicos. Os cheiros, sabores, sons da casa dos avós vão nos acompanhar pelo resto da vida e o amor que chega através deles é um tipo de amor muito especial.

Eu tenho, até hoje, memórias muito vivas de meus avós. Minha avó paterna, uma mulher à frente de seu tempo. Minha avó materna, sempre muito chique. Meu avô materno, que chamava os netos de “desmonta casa” e era uma pessoa muito doce. E as histórias de meu avô paterno, com os índios e Rondon, com quem convivi apenas muito pequena.

Mas o tempo passa e a imagem que representava os avós de um tempo atrás já não serve para os avós de nossas crias. Ficamos pensando: quem são os avós? A definição básica que temos é que são pessoas com crias que têm crias. Mas você já pensou em qual é a imagem que vem à nossa mente quando falamos de avós? Será que existe uma imagem única para representar os avós? Cabem todos eles dentro de um estereótipo?

Falamos sempre de estereótipos, de quebrar estereótipos e preconceitos. Este ano, resolvemos confrontar a ideia generalista de quem são os avós, com avós verdadeiros. E vamos aproveitar para colocar a pulga atrás de sua orelha com a palavra ageísmo, que é o preconceito em relação à idade. É um preconceito sério e consiste em acreditar que as pessoas tornam-se inúteis e incapazes, simplesmente porque são velhas. Precisamos nos conscientizar do preconceito para evitá-lo.

A imagem estereotipada pode ser acessada por uma simples busca no Google: imagens de avós. Não são imagens realistas dos avós que nós encontramos por aí. Uma geração de avós muito mais jovem e ativa do que essa representada pelo imaginário coletivo.

Estereótipo de avós

As avós de Marré deci

Que tal conhecer algumas avós verdadeiras? Vamos contar para vocês o que elas fazem e o que representou a chegada dos netos e netas em suas vidas. Quem sabe a gente consegue mostrar que as avós e os avôs, são pessoas que têm interesses diversos, que podem ou não ter cabelos brancos, que podem ou não andar de bengalas. Não é possível colocá-los todos dentro de um mesmo padrão, e é preciso respeitá-los em sua diversidade.

Sílvia e seus dois netinhos

Silvia é avó de dois meninos. Ela é uma empreendedora do ramo de seguros. Um exemplo de mulher que deu a volta por cima e reconstruiu sua história e sua vida. Uma amiga querida, com uma história linda de coragem e amor.

Avó Sílvia

É com muito amor que ela vive a sua porção avó:

Meus dias nunca mais foram os mesmos, ser vovó me trouxe uma vitalidade única, uma alegria que vem da alma, tornou meu mundo colorido, muito mais alegre, feliz e cheio de AMOR!!
Quando eles chegam tudo se transforma e meu mundo vira dos super heróis, viro a Mulher Maravilha, a Viúva Negra, Power Rangers e tantos outros personagens!!
Tudo tem outro sentido, volta o prazer de cozinhar e fazer coisas deliciosas, de brincar, desenhar, contar histórias e viver este mundo mágico e encantador das crianças. Organizo todas as minhas atividades profissionais para poder buscar na escola (de salto alto) e voltar cantando, feliz da vida!!
Sentimentos únicos e inexplicáveis, um amor infinito que se multiplica e preenche meu coração por inteiro!!!

Elizabeth e seu primeiro netinho

Elizabeth é avó de um menino. Amiga de longa data, estudamos juntas na universidade. Ela hoje tem uma carreira como advogada, adora viajar e escrever. Para ela, ser avó é o início de uma nova fase, é uma nova chance.

Ser avó é recomeço

Ser avó é ter a comprovação de que a bondade Divina se compadece de nós e nos dá uma segunda chance, pois lá atrás quando tivemos os filhos não tínhamos tempo, maturidade, estabilidade econômica, autoconhecimento, experiência. E pensávamos que os filhos esperariam termos tudo isso antes de virarem adultos. Pensávamos que eles demorariam a crescer e a não caber mais no nosso colo e a não correr mais atrás de nós. Não tínhamos noção do quanto o tempo é veloz e de que os filhos voam para longe, mesmo que estejam perto.
E então Deus nos presenteia com um bebê, sangue no nosso sangue, filho de nossa alma, com as mesmas feições dos nossos filhos. Os mesmos olhinhos brilhantes e felizes, a mesma voz, cabelos; é o filho outra vez em forma de neto. É a segunda chance de brincar à vontade, pegar no colo, correr atrás, ensinar a engatinhar, a andar, a falar, agora com mais disponibilidade e experiência.
Quando a casa está calada, talvez triste e acabrunhada, cada adulto em seu quarto e computador, ele, o serzinho de luz, chega esfuziante, faceiro e falante em sua própria linguagem, trazendo com ele uma aura colorida de alegria e leveza, de radiante beleza, fazendo com que todos os adultos saiam de seus cantos e casmurrices e se unam em torno dele, o nosso pequeno príncipe feliz. Com ele veio a certeza de que o movimento é necessário assim como a esperança, de que a vida e o tempo não param, de que a força criadora de todas as coisas está nos observando e torcendo por nós…

Sandra tem uma netinha

Sandra é avó de uma menina. Habilidosa e talentosa, não para um minuto, está sempre em atividade. Ela nos ajuda na loja, faz tricô e cuida da família.

Avó que faz tricô, mas bem longe do estereótipo

Estou sempre fazendo alguma coisa, não posso parar. Assim como a minha mãe, gosto de me sentir ativa. Ter uma netinha é uma sensação toda diferente, e me apaixonei automaticamente por esse serzinho maravilhoso que chegou de surpresa para nos encantar.

Temos aqui três exemplos de avós. Cada uma diferente da outra. O que têm em comum é o jeito todo especial de amar a cria da cria. No mais, cada avó é uma, cada avô é um. Que tal mandar a foto e a história do seu avô ou de sua avó? E você, que está vivendo esta experiência, conte para nós como como a chegada dos netos mudou a sua vida. Vamos desconstruir estereótipos e defazer os preconceitos. Vem mostrar que o amor é o que nos une!

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