Combatendo o estereótipo

Crianças brincando com água

Crianças brincando com água

O fato de oferecermos uma gama de produtos sem demarcação binária por gênero faz parte de uma proposta que (embora inclua) vai além de oferecer mais opções de cores. Não é que a gente não goste de rosa, ou de azul. O que nos incomoda é o estereótipo.

Meninas podem e devem vestir-se como gostam, inclusive usando o rosa e as fitas nos cabelos. Meninos podem e devem ser ativos e brincalhões. Desde que isso não seja uma imposição estereotipada e que se aceitem as inversões com a tranquilidade que é necessária e, inclusive, benéfica. Por exemplo, o menino que brinca de boneca e veste rosa e a menina que vive jogando bola. É importante que estes comportamentos não sejam criticados, e sejam vistos com normalidade.

Existe um consórcio de 15 países (http://www.geastudy.org) que vem há 6 anos trabalhando na busca do entendimento de como os estereótipos de gênero afetam o adolescente. Os resultados indicam que, quanto mais expostos à padrões preconcebidos, mais predispostos estão os jovens a risco de adquirir doenças sexuais, de violência e de saúde. Se você quer conhecer mais a fundo a pesquisa, essa organização publicou uma série de artigos relacionados ao tema.

Uma infância acolhedora deveria respeitar a personalidade da criança, seus talentos e suas tendências, para que ela possa crescer segura e fazendo uso de todo seu potencial. O melhor cenário é ter as crianças brincando e se desenvolvendo juntas, meninos e meninas brincando dos mesmos brinquedos em igualdade. É importante que se entenda que questões de identidade sexual não fazem parte do universo infantil, e as categorizações por gênero apenas limitam as experiências que elas podem ter na formação do seu repertório de vida.

Nós acreditamos, pelas respostas, comentários, observações que recebemos na loja e nas nossas redes sociais, que existe um processo de mudança em curso, mas que o caminho a ser trilhado é ainda longo. Sabe por quê? Porque até nós mesmas, de alguma forma estamos apegadas a estes padrões e dá tanta segurança ficar com eles! Por mais que a gente esteja ciente, que a gente deseje a mudança, no momento da pressão, o ato falho é retornar para aquilo que a gente julga seguro. E esse é o principal problema do estereótipo. Ele fica para toda a vida.

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