Amamentação - Semana Mundial de Aleitamento Materno

#Amamentopq

 

Mãe de três filhAs, eu observo quanto se cobra da mulher. Cobram-se posturas tão diversas, que fica complicado atender, e entender, todos os papéis que temos que viver. Para cumprir este desafio, muita força e muita coragem são necessárias. Mas a grande maldade é que não se dá o devido crédito.  Ou se trata a mulher e seus vários papéis com desdém e chacota, ou se trata com uma aura imaculada, fonte infinita de amor. Se fechar o olho e imaginar a figura padrão da mãe, você vê esta mulher vestida de branco,  envolta em aura de pureza. E ela é o puro amor, um amor que é de romance. Ela é a princesa, a florzinha,  delicadinha, bonitinha, cheirosinha e tantos inhas a mais.

Eu não sei se isso corresponde ao que é a mulher nos dias de hoje. Não é exatamente o que vemos por aí. Tenho conhecido mulheres muito mais postas, muito mais fortes do que esta pura e benevolente que seria o padrão de mãe. Eu vejo mulheres abrindo mão de suas carreiras para cuidar dos filhos, mas numa atitude não de sofrimento, bem pelo contrário, numa postura de opção muito racional e planejada por um caminho. Vejo outras que não querem abrir mão de sua carreira e acumulam papéis de mulher, mãe e profissional com uma garra fantástica. Isto me deixa muito feliz. É tudo muito novo, esta é a segunda geração de mulheres que vem se comportando com tanta assertividade.

Então, quando vamos falar de amamentação o medo que temos é de reportar para esta visão antiga, que não é absolutamente aquilo que a gente imagina que seja o espelho da mulher que está assumindo seus papéis com tanta energia.

E tanto não é que, quando começamos a conversar sobre este assunto, sobre como abordar a questão da amamentação, as meninas se sentiram um pouco incomodadas em vincular amamentação e amor. Mas será que a maneira como temos entendido o amor não está um pouco deturpada? A fala, carregada de auto piedade e resignação: “faço por amor”, talvez não represente o amor. Talvez isto não seja amor. Pode ter o nome de benevolência, subserviência e falta de postura perante a vida.

Amor é algo muito mais forte, é o que move cada um de nós em nossas atividades: amamentar trabalhar, escolher, educar, relaxar. O amor define nossos valores e direciona nossas posturas perante avida.

Amamentar por quê? Por amor, porque queremos o que é de melhor para os nossos filhos. É saudável, barato, fácil. Existem outras razões? Eu, por exemplo, amamentei porque sou meio preguiçosa. Eu queria que já estivesse pronto. Arrepiava só de pensar em esterilizar, lavar. Pensei: seis meses só amamentando fica fácil. É verdade que também sempre trabalhei muito, nunca quis abrir mão de meu trabalho, acumulei estes papéis, e amamentar facilitaria minha rotina. Mas há um custo. Não é fácil começar, é preciso muita dedicação, persistência e coragem.

E você? Tem uma razão para amamentar? Qual é o amor que você incorpora neste ato? Vamos fazer um vídeo bem lindo em homenagem a nós mesmas? Estas mulheres dispostas a criar uma nova concepção ao feminino, à maternidade, à criação dos filhos? Vamos nos orgulhar de nós mesmas. De nossa coragem. 

Nosso plano é colocar em um vídeo todas as fotos que vocês mandarem amamentando seus bebês. Pode ser atual, pode ser antiga, pode ser bebezinho ou bebezão! Mande sua foto para o e-mail: amamentopq@marredeci.com.br e diga porque você amamenta.

Esta é uma ideia da Marré deci e dos blogs: Projeto de Mãe, Para Beatriz, Eu Mamãe, Balzaca Materna e Indiretas Maternas.

Marina

 

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