Acabar com os estereótipos – desde o berço

Já aconteceu de você estar subindo uma escada e, por uma razão qualquer, uma distração, você calcula mal a altura do degrau e quase cai? Ou quando você vai sentar e o assento está mais baixo do que você inferiu? Que estranho é isso não? O nosso cérebro faz todos estes cálculos em frações de segundo e nosso corpo simplesmente obedece. Tudo isso acontece na “retranca”, sem um comando consciente. Mas acontece.

Quando o meninO brinca as brincadeiras que se dizem, pelo estereótipo, de meninO, perceba quanto treino mental ele faz. Se ele joga futebol, ele precisa calcular velocidade, ângulo, tempo. Quanto cálculo acumulado naquele cérebro. Sem ele perceber. Mas o cérebro aprende e acumula. Se até máquina aprende, imagina o cérebro. Se ele brinca de carrinho, de novo, ângulos, curvas, velocidade. Nos brinquedos de construir. Ao subir em árvores. Todas estas atividades privilegiam o cálculo, as noções de espaço. E ele, de acordo com o estereótipo, vai acumular todo este treino. Ele nem sabe disso.

Quando a meninA brinca as brincadeiras que se dizem, pelo estereótipo, de meninA, perceba quanta contemplação ela faz. Ao fazer comidinhas, ela está contemplativa, não precisa de raciocínio e ela pode divagar. Enquanto ela cuida da boneca, penteia os bichinhos de pelúcia, todas estas atividades ditas “de menina”, comportadas e calmas, ela fica pensando, conversando, estimulando a imaginação e as habilidades verbais.

Então, sem querer, estes estereótipos estão moldando estes cérebros desde muito pequenos. E todos estão saindo em desvantagem. Aos meninOs vai ficar faltando capacidade de concentração, habilidades verbais, auto consciência. Às meninAs todo um estoque de habilidades matemáticas, noções espaciais.

A infância deveria ser uma época de exploração, um momento da vida em que pudéssemos ter contato com o máximo de experiências, que nos propiciasse um repertório vasto para criação de nossa personalidade. Não precisa muito para isso, apenas, e tão somente, deixar que as crianças brinquem juntas, com os brinquedos que desejarem, que experimentem, sem padrões, sem estereótipos, para que construam suas personalidades.

Esse é o nosso desafio para o 8 de março de 2018: quebrar os estereótipos. Vamos?

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