Vamos listar aqui algumas razões pelas quais não existe motivo para comemorar. Este é um post um pouco diferente, pois procuramos sempre manter uma visão positiva da vida e das situações. Mas acho que, ao final da leitura, você vai entender o que eu quero lhe dizer.

Razão número 1: O episódio do The Big Bang Theory abaixo sobre o Dia do Leonard

Leonard: Dia do Leonard? Posso regular o termostato?

Sheldon: Não

Leonard: Posso sentar no seu lugar?

Sheldon: Não

Leonard: Ganho um cartão?

Sheldon: Claro! Afinal é o Dia do Leonard!

E quando a Penny pergunta sobre o dia, Sheldon diz: Sem pressão! É só comprar um cartão barato!

Claro que é piada, mas não deixa de ser uma crítica à forma como encaramos as datas comemorativas. De acordo com o personagem do Sheldon, que vê tudo com isenção de “emoções” o que sobra é isso: compra um cartão barato, e o resto fica igual.

Razão número 2: o dia não é das mulheres, e não é comemoração. Veja aqui o fundamento histórico que existe nesta data, e a força da atitude feminina em um contexto econômico e político.

“Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução””

Confesso que não fiz uma busca muito aprofundada, mas acredito que esta entrada da Wikipedia está bem coerente com o contexto histórico. Em todo caso, havendo uma referência melhor, por gentileza, pode mandar! Trocamos.

A data refere-se a uma ação de peso, então deveria ser um dia de reflexão. De análise do poder da mulher dentro do contexto econômico e social. Das possibilidades que temos de atuar em postura igualitária. E, principalmente, de dar a mão às mulheres que se encontram em situações menos privilegiadas e que não conseguiram livrar-se dos estigmas e preconceitos (e até da violência) de uma sociedade voltada para o masculino. Acredite, são muitas! Sou eu e é você. Canso de me flagrar em atitudes essencialmente machistas! Você não?

Fica a sugestão para que se mude esta data para Dia da Reflexão sobre o Universo Feminino e suas Potencialidades. Muito longo? Tem poder de síntese? mande uma proposta mais curta!

Razão número 3: nosso comportamento machista. E o medo de ser feliz. Tendemos a ceder, com muita facilidade, às ameaças, veladas ou não, desta sociedade que construímos. Sim, nós construímos. Junto com os homens. E somos machistas, sim! Mais do que gostaríamos.

Basta de querer ser princesa, ou rainha. Até nas monarquias atuais, princesa e rainha é adorno. Quem manda é o parlamento. Vamos botar o pé no chão, assumir nosso momento e nossa responsabilidade.  Fico arrepiada de ver adolescentes na faixa dos 20 anos esperando ser ‘pedida em casamento’ com anel e noivo de joelhos! Romantismo à parte, já deveríamos ter incorporado a noção de que casamento é o início de uma relação de compromissos, e portanto, uma decisão conjunta de dois adultos. Não há cavalos brancos, príncipes encantados não existem e o próprio príncipe é figura decorativa.

Basta de achar que outra pessoa pode resgatar-nos de nossos compromissos e de nossa responsabilidade. Somo cidadãos. Todos. Independente de gênero. Temos que assumir isto e nos comportarmos como tal.

Desculpem se o sonho acabou… Parodiando Leminski, talvez ainda se encontre algum chineque!

Marina

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